Modelo de Contrato de Empréstimo entre Pessoas (Mútuo)
Contrato de mútuo para formalizar empréstimo de dinheiro entre pessoas físicas. Valor, juros e prazo de devolução.
Sobre este documento
O contrato de empréstimo pessoal, juridicamente denominado contrato de mútuo, é o instrumento que formaliza o empréstimo de dinheiro entre pessoas físicas (ou entre pessoa física e jurídica fora do sistema financeiro), estabelecendo as condições de valor, prazo, juros e forma de devolução. É um documento essencial para proteger tanto quem empresta quanto quem recebe o dinheiro, transformando um acordo verbal em uma obrigação legal exigível. A importância do contrato de empréstimo pessoal não pode ser subestimada. Empréstimos informais entre familiares, amigos e conhecidos são extremamente comuns no Brasil, mas a falta de formalização é uma das maiores fontes de conflitos pessoais e judiciais. Sem um contrato escrito, o credor pode ter enorme dificuldade em comprovar a existência da dívida e cobrar o valor emprestado, enquanto o devedor pode ser cobrado por valores diferentes do acordado. O contrato escrito previne desentendimentos e preserva relacionamentos. Você precisa de um contrato de empréstimo pessoal sempre que for emprestar ou tomar emprestado dinheiro de outra pessoa. As situações mais comuns incluem: empréstimo entre familiares para compra de bens ou pagamento de dívidas; empréstimo entre amigos; financiamento informal de negócios; adiantamento de valores entre sócios; empréstimo com garantia de bem; e qualquer outra transferência de dinheiro com expectativa de devolução. Mesmo para valores pequenos, a formalização é recomendável para evitar constrangimentos futuros. A base legal do contrato de mútuo está no Código Civil (Lei nº 10.406/2002), nos artigos 586 a 592. O artigo 586 define o mútuo como o empréstimo de coisas fungíveis, onde o mutuário é obrigado a restituir ao mutuante o que dele recebeu em coisa do mesmo gênero, qualidade e quantidade. O artigo 591 permite a cobrança de juros no mútuo destinado a fins econômicos. Quanto aos juros, o Decreto nº 22.626/1933 (Lei de Usura) limita os juros entre pessoas físicas a 1% ao mês (12% ao ano), embora haja discussão jurisprudencial sobre esse limite. A taxa Selic pode ser utilizada como referência. O Código Penal, no artigo 4º da Lei nº 1.521/1951, tipifica como crime de usura a cobrança de juros abusivos. As cláusulas essenciais de um contrato de empréstimo pessoal incluem: qualificação completa do mutuante (quem empresta) e do mutuário (quem recebe) com CPF, RG e endereço; valor do empréstimo em algarismos e por extenso; data da entrega do dinheiro e forma de transferência; taxa de juros (se houver) e forma de cálculo; prazo para devolução integral ou cronograma de parcelas; forma de pagamento das parcelas (PIX, transferência, boleto); multa por atraso e juros moratórios; correção monetária (índice aplicável); garantias oferecidas (avalista, penhor, alienação fiduciária, se houver); condições para antecipação do pagamento; cláusula de vencimento antecipado da dívida total em caso de inadimplência; e foro competente. Os erros mais comuns ao elaborar um contrato de empréstimo pessoal incluem: cobrar juros acima de 1% ao mês entre pessoas físicas (pode configurar usura); não registrar a forma como o dinheiro foi entregue (dificultando a comprovação); não definir claramente o prazo e a forma de devolução; omitir cláusula de correção monetária para empréstimos de longo prazo; não prever multa e juros moratórios para atraso; esquecer de incluir testemunhas (duas testemunhas tornam o contrato título executivo extrajudicial conforme art. 784, III do CPC); não declarar o empréstimo no Imposto de Renda (tanto credor quanto devedor devem declarar); e confundir empréstimo com doação, gerando problemas tributários. O Documind gera contratos de empréstimo pessoal personalizados com inteligência artificial, em conformidade com o Código Civil e com a legislação sobre juros e usura. O sistema calcula parcelas, juros e multas automaticamente, criando um documento completo e juridicamente válido como título executivo extrajudicial quando assinado com duas testemunhas.
Campos do documento
Mutuante (quem empresta)
Mutuário (quem recebe)
Condições do Empréstimo
Perguntas frequentes
Sim, desde que não ultrapasse 1% ao mês (12% ao ano). Juros acima desse limite podem ser considerados usura, conforme o Decreto 22.626/33 (Lei de Usura).
Sim. Empréstimos acima de R$5.000 devem ser declarados na DIRPF tanto por quem emprestou quanto por quem recebeu.
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