Modelo de Contrato de Freelancer
Contrato específico para projetos freelancer. Define escopo, entregas, prazo, valor e propriedade intelectual.
Sobre este documento
O contrato de freelancer é o documento jurídico específico para profissionais autônomos que prestam serviços por projeto, regulamentando a relação entre o freelancer e o cliente de forma clara e profissional. Diferente do contrato de prestação de serviço genérico, este modelo é desenhado para a dinâmica do trabalho freelance, com foco em entregas definidas, marcos de pagamento, ciclos de revisão e propriedade intelectual do material produzido. A importância do contrato de freelancer cresceu exponencialmente com a expansão da economia gig e do trabalho remoto no Brasil. Segundo dados recentes, milhões de brasileiros atuam como freelancers em áreas como design, programação, redação, tradução, marketing digital, fotografia, vídeo e consultoria. Sem um contrato formal, esses profissionais ficam vulneráveis a calotes, mudanças de escopo não remuneradas, uso indevido de seu trabalho e disputas sobre prazos e qualidade das entregas. Esse contrato deve ser utilizado sempre que um profissional freelancer for contratado para executar um projeto específico, seja por pessoa física ou jurídica. É essencial em trabalhos de design gráfico, desenvolvimento web e mobile, produção de conteúdo, fotografia e vídeo, consultoria especializada, tradução, edição, social media, ilustração, e qualquer outro serviço prestado de forma autônoma e por projeto. Mesmo em projetos pequenos ou entre conhecidos, a formalização evita problemas futuros. A base legal do contrato de freelancer está no Código Civil (Lei nº 10.406/2002), nos artigos 593 a 609 (prestação de serviço) e nos artigos sobre direitos autorais e propriedade intelectual. A Lei de Direitos Autorais (Lei nº 9.610/1998) é especialmente relevante, pois define que os direitos sobre a obra criada pertencem ao autor, salvo disposição contratual em contrário. A Lei nº 13.467/2017 (Reforma Trabalhista) também é importante, pois regulamenta o trabalho autônomo e ajuda a distingui-lo do vínculo empregatício. A Lei do Software (Lei nº 9.609/1998) aplica-se a projetos de desenvolvimento de sistemas. As cláusulas essenciais de um contrato de freelancer incluem: qualificação das partes (freelancer e cliente); descrição detalhada do projeto e escopo de trabalho; lista de entregas (deliverables) com especificações técnicas; cronograma com marcos de entrega; valor total e forma de pagamento (por marco, por entrega, antecipado); número de revisões inclusas e custo de revisões adicionais; cessão ou licenciamento de propriedade intelectual e direitos autorais; direito de uso do trabalho no portfólio do freelancer; cláusula de kill fee (pagamento em caso de cancelamento pelo cliente); confidencialidade; prazo para feedback e aprovação do cliente; condições de rescisão; e cláusula de não exclusividade (permitindo ao freelancer atender outros clientes). Os erros mais comuns em contratos de freelancer incluem: não definir o número de revisões inclusas no preço, gerando ciclos infinitos de alterações; não estabelecer claramente a quem pertence a propriedade intelectual do trabalho; omitir cláusula de kill fee, ficando sem remuneração se o cliente cancelar o projeto; não prever pagamento antecipado ou por marcos, assumindo risco total de inadimplência; não especificar o formato e as especificações técnicas das entregas; deixar de definir prazo para o cliente fornecer materiais e feedback; e incluir cláusulas de exclusividade ou subordinação que possam configurar vínculo empregatício. O Documind gera contratos de freelancer personalizados com inteligência artificial, adaptados ao tipo de projeto e à área de atuação do profissional. O sistema cria um documento profissional que protege tanto o freelancer quanto o cliente, com cláusulas claras sobre escopo, pagamento e propriedade intelectual.
Campos do documento
Cliente
Freelancer
Projeto
Perguntas frequentes
Não, desde que não haja subordinação, horário fixo e pessoalidade. O freelancer deve ter autonomia sobre como realizar o trabalho.
Depende do contrato. Por padrão, a Lei de Direitos Autorais (Lei 9.610/98) atribui os direitos ao autor. Mas o contrato pode transferir total ou parcialmente esses direitos ao contratante.
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